Lembro que ele apareceu no mercado publicitário como cliente, mas para mim e para muitos outros que já estavam no mercado há anos, foi fácil perceber que ele seria muito mais bem sucedido do lado de cá, criando campanhas e deixando sua marca na publicidade brasileira. E não deu outra. Com Geraldão nós, publicitários baianos, montamos um time de pessoas novas, de profissionais que queriam estudar a comunicação política e compreendê-la. Mas confesso que tudo aquilo também era um grande desafio para todos nós, pois surgia ali um novo segmento no mercado.
Nossa intenção era montar aquilo que talvez fosse o primeiro departamento de marketing político do Brasil. E Geraldão estava lá. Ele era peça fundamental naquele time. Pouco tempo depois ganhávamos o maior prêmio da propaganda brasileira, o Colunistas Nacional, com uma peça de cunho político, “A Bahia vai mudar”, elaborada para a campanha de Waldir Pires, considerada a campanha do ano. A partir de então o marketing político brasileiro nunca mais foi o mesmo. Por isso este orgulho e esta saudade que bate no peito de quem trabalhou ao lado de Geraldo Walter, o Geraldão.


